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A "dificuldade" da Renúncia


Segundo o dicionário Aurélio, a palavra “renúncia” significa: 1. Não
querer; 2. Tirar (algo) da sua posse ou do seu usufruto; 3. Abandonar (crença,
convicção ou princípio); deixar de acreditar em; 4. (...); 5. Desistir de (aquilo a
que se tem direito).

Nós vocacionados ao sacerdócio, religioso e religiosa devemos a cada
dia a cada instante renunciar as coisas do mundo. Renunciar aquela linda
garota dos sonhos que agora apareceu, renunciar aquele garoto popular que
todas queriam namorar e agora esta dando moral para você. Mas porque isto?
Simples! A nossa vocação necessita solidão! Necessitamos renunciar estas
paixões e amores a outros homens e mulheres para podermos nos dedicar a cada dia mais a Deus. Esta nossa renuncia nos faz aproximarmos mais de
Deus e a nos fazermos dedicar mais a todas as pessoas, amando-as como
Jesus as amou. Vejamos o que São Paulo Nos dias em sua epistola aos
Gálatas 5, 16-17: “Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não
satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do
Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso
que não fazeis o que quereríeis.” E São Paulo ainda completa na epistola aos
Gálatas 5, 24: “Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as
paixões e concupiscências”. Renunciemos a todos os prazeres da carne!
Quando decidimos por Cristo isto é o mínimo que podemos fazer por aquele
que foi Crucificado por nós.

Devemos caríssimos irmãos e irmãs vocacionadas seguir o que diz São
Mateus 6,33: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas
estas coisas vos serão dadas em acréscimo.” Sempre em todo o lugar, mesmo
se estivermos sozinhos, devemos buscar o Reino de Deus, pois a nossa
vocação exprime caráter.

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho
que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram” (Mateus
7,13). Não devemos buscar as facilidades do mundo, pois vocês mesmo
sabem quem é o príncipe deste mundo, por esta razão, decidir a Cristo não é
uma decisão fácil. Entraremos a cada dia pela porta estreita. Se buscas à
facilidade sabeis que esta na porta errada. A nossa maior renúncia consiste
nisto: “Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la- á. Aquele que a perder, por
minha causa, reencontrá-la- á.” (Mateus 10,29). Devemos perder nossa vida a
Cristo, renunciar tudo o que temos para podermos viver eternamente com
Cristo.

“Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.”
(Mateus 10,38), nossa cruz queridos irmãos e irmãs vocacionados, serão
diárias, nossas renúncias deverão ser feitas a todo instante, com sabedoria e
discernimento, optando sempre por estar na presença de Jesus em todos os
momentos (sejam eles difíceis ou não).

“Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus
discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo,
tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la- á;
mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la- á.”
(Marcos 8,34-35).

“Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir
comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mateus 16,24). E
nós irmãos e irmãs vocacionados, estamos realmente decididos a
renunciarmos, deixar tudo o que temos, tudo o que possuímos para segui-Lo?
Carregar nossa cruz não é fácil, e mais, teremos inúmeros provações, e neste
momento em especial nossas almas deverão estar unidas a Cristo para não
cairmos em tentações. Somente Jesus Cristo poderá nos ajudar e guiarmos
para a junto de si.

“Qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser
meu discípulo.” (Lucas 14,33). Com este versículo de São Lucas, volto ao título
deste artigo: A “dificuldade” da renúncia, qual será? Serão inúmeras, alguns
terão mais facilidades com alguma ou outra coisa, outros não, mas, o mais
importante é o querer renunciar, e a cada dia lutar para conseguir se libertar,
rogando a Cristo sua ajuda, pedindo a Nossa Senhora para que vença esta
batalha que é a renúncia diária do mundo. Lembremos sempre que a maior
dificuldade de São Paulo era não voltar a ser Saulo.

Não tenhamos medo de largar tudo pelo tudo!

Termino com uma frase do Seminarista Everton Borges: Nossa Vocação
é a nossa alegria!

Coragem e fé irmãos!

Terêncio Luiz
Seminarista Diocesano/Diocese Formosa-GO.

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